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Cursos de computação das FIC promovem I Fórum de Segurança da Informação

postado em 16 de mai de 2014 13:04 por Rodrigo Neves   [ 16 de mai de 2014 14:08 atualizado‎(s)‎ ]
Um evento inovador dos cursos de computação das FIC foi realizado, pela primeira vez, no último sábado, dia 10, na FEUC. O I Fórum de Segurança da Informação, organizado pela coordenação de Licenciatura em Computação e Bacharelado em Sistemas de Informação, com o apoio de estudantes, recebeu oito palestrantes, das 8h às 17h, para discutir aspectos relacionados à proteção de informações e disseminação de conhecimentos sobre segurança de dados. O conteúdo foi eclético, atendendo tanto ao aluno com nível mais elevado de conhecimento, quanto os iniciantes, e até mesmo o público geral, que pôde participar da palestra do Deputado Federal Alessandro Molon (PT-RJ), o relator do Marco Civil da Internet.

Encontro realizado no último sábado, dia 10, contou com a participação de oito palestrantes

Por Gian Cornachini  emfoco@feuc.br


Evento aconteceu no Auditório FEUC, durante todo o sábado, das 8h às 17h. (Foto: Gian Cornachini)

Evento aconteceu no Auditório FEUC, durante todo o sábado, das 8h às 17h. (Foto: Gian Cornachini)

Palestras e workshops

A palestra de abertura foi de Alfredo Neris, licenciado em Computação e Informática, e teve como tema “Explorando a segurança na Deep Web”. Em sua fala, Alfredo abordou o trajeto feito por um hacker na obtenção de dados na Deep Web, a camada da internet oculta que não é indexada pelos buscadores, como o Google. O professor apresentou as principais ferramentas utilizadas por esses especialistas e explicou como eles fazem seus trabalhos sem deixar rastros. O objetivo foi mostrar como dados que deveriam estar bem protegidos podem ser acessados, principalmente por pessoas de má fé.

Em seguida foi a vez de Pedro Paulo de Souza, analista da Casa da Moeda, com a palestra “Aspectos de segurança em bancos de dados Oracle”, que discutiu a importância de estudar mais a fundo a segurança de banco de dados e, ainda, atentou para a existência de poucos cursos na área. Em seu blog, é possível entender mais sobre a formação de profissionais Oracle e se inscrever em um curso. Clique aqui para acessar a página.

Charles Lomboni ministrou um workshop sobre Engenharia Reversa. (Foto: Gian Cornachini)

Charles Lomboni ministrou um workshop sobre Engenharia Reversa. (Foto: Gian Cornachini)

Charles Lomboni, analista de sistemas formado pelas FIC e pós-graduando em Segurança da Informação na Infnet, foi convidado a apresentar o workshop “Engenharia reversa: Quebrando softwares”. O objetivo, com a atividade, foi explicar o conceito da engenharia reversa e aplicá-la ao trabalho do profissional da área de informática para entender o funcionamento de softwares e hardwares, como explicou Charles: “Engenharia reversa é descobrir os processos por trás dos dispositivos para melhorá-los ou fazer algo parecido”, disse.

Após o workshop de Charles, o Deputado Federal Alessandro Molon (PT-RJ) falou ao público sobre o Marco Civil da Internet. Alessandro foi o relator da Lei nº 12.965, de 23 de abril deste ano, que tem como objetivo regulamentar o uso da internet no Brasil. A lei impede, por exemplo, que empresas telefônicas cobrem valores diferenciados por tipo de serviço utilizado pelo internauta – por exemplo, acesso a redes sociais por um preço, a vídeos por um preço mais alto e a conversação por voz a um valor ainda mais elevado.

Raphael Monetto e Gustavo Abú, ambos membros fundadores do Kernel 40 Hacker Club do Rio de Janeiro, apresentaram a palestra “DNS – The dark side” e o workshop “Tá tudo dominado? O papel do hacker ético na segurança das organizações”, respectivamente. Raphael ressaltou a importância de aproveitar os estudos do Domain Name System (DNS) na graduação: “A galera não se importa muito com DNS durante a faculdade, mas quando vai para o mercado de trabalho, terá que voltar a estudar os conceitos, e vai ter muita dúvida, pois o DNS envolve tudo, desde mobilidade e celulares a aplicações web”, apontou. Já Gustavo explicou a diferença de hacker e cracker (o primeiro é dotado de ética em suas ações, diferentemente do cracker, que tem o objetivo de apenas causar problemas com a invasão de sistemas), e como se tornar um hacker que trabalha em benefício de descobrir falhas em segurança da informação da empresa para a qual trabalha.

Gustavo Abú, do Kernel 40 Hacker Club, apresentou a importância do hacker para a segurança da informação. (Foto: Gian Cornachini)

Gustavo Abú, do Kernel 40 Hacker Club, apresentou a importância do hacker para a segurança da informação. (Foto: Gian Cornachini)

Estudante de Engenharia da Computação no Infnet e professor do curso de redes de computadores do Senac-Rio, Kelvin Clark apresentou, em palestra com o tema “Engenharia Social – Gerenciamento de vulnerabilidades humanas”, os perigos de cair em armadilhas na internet com o intuito de extrair informações dos usuários. Kelvin alertou que as informações que colocamos em redes sociais, e até mesmo as que o Governo publica sobre nós na internet, podem ser utilizadas para deixar o ataque ainda mais personalizado: “As pessoas têm que ter consciência de que na onda da ostentação de hoje em dia acaba sendo um problema mostrar-se para o mundo, pois o mundo acaba te conhecendo, mas nem todos querem o seu bem”, afirmou Kelvin. No entanto, os principais alvos da engenharia social são grandes líderes de empresas, que podem cair no golpe e divulgar dados sigilosos.

A última atividade do dia foi o workshop “Nmap”, dado por Oscar Marques, consultor de Segurança da Informação e Mobilidade da Receita Federal e prestador de consultorias ao Ministério da Defesa. Oscar detalhou o uso específico da ferramenta Nmap e simulou suas aplicações ao público.

Coordenador avalia primeira edição do evento

O professor Rodrigo Neves, coordenador dos cursos de computação da FEUC, fez um balanço sobre a primeira edição do evento. De acordo com Rodrigo, o Fórum, apesar de ter entrado este ano para o calendário de atividades de Licenciatura em Computação e Bacharelado em Sistemas de Informação, teve um resultado muito positivo: “A participação foi muita boa, e houve muito comprometimento do público e palestrantes. Os assuntos foram variados, bem pertinentes, e o evento serviu como um laboratório de experiências”, explicou Rodrigo. “Mas alguns pontos não atenderam às expectativas, como o grande atraso dos ouvintes no início do evento, a falta de participação em relação ao total de inscritos e a duração do Fórum, que se tornou muito cansativo. Para as próximas edições, algumas propostas serão revistas”, garantiu o professor.

Rodrigo também destacou a importância de os estudantes participarem dos futuros Fóruns de Segurança da Informação da FEUC, visto que o assunto está em alta no mercado: “Com as questões de espionagens, sabotagens, ataques e crimes virtuais, questões que envolvem a segurança de dados, sistemas e privacidade dos sujeitos se tornam temas de debates da atualidade, já que todos temos que estar cientes da importância de proteger nossas informações no ambiente virtual, sejam pessoas ou empresas”, ressaltou.


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